sábado, 20 de abril de 2013

"O Espelho" fez sucesso em seu lançamento online!


 Parece que os Mirror Twins (fãs de O Espelho) estavam realmente ansiosos para o lançamento do livro. Depois de trechos postados aqui no blog, especulações feitas pelos autores e vazamentos no facebook, os fãs finalmente perderam a curiosidade na noite de sexta feira no 12 desse mês.
 O blog Gêmea do Mal, marcou mais de 100 acessos na noite do lançamento virtual, um número nada esperado, para um livro desconhecido e de autores anônimos. O Espelho está disponível aqui mesmo no blog. Click no link abaixo para ler o livro.
Interaja com os fãs na nossa página no facebook:

Sinopse


Helena e Selena, são irmãs gêmeas que foram separadas, após o nascimento, devido aos problemas financeiros de sua mãe Cecília, o que causou grandes sofrimentos na vida de Selena, que cresceu em um orfanato e foi adotada por uma família rica e negligente, enquanto Helena vivia com sua mãe. Depois de se reencontrar com a família Selena decide dar inicio aos seus dias de felicidade, em sua vida, dando também inicio aos dias de tristeza e sofrimento na vida de sua irmã.

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sexta-feira, 12 de abril de 2013

O Espelho - Completo


Título Original: O Espelho
Autor (ES): Daniel Sousa e Lucas Queiroz

Idioma: Português
Gênero: Drama e Suspense

Revisão: Nailan Nascimento e Lucas Queiroz
Imagem da Capa: Daniel Sousa e Lucas Queiroz


Dedicatória
 Dedicamos este livro inteiramente, tanto aos alunos como aos professores da Escola Marvin, desejamos-lhes muitas emoções com este romance de amor de ódio.


Todos me olham, mas ninguém consegue ver.
Somos iguais, ao mesmo tempo nada a ver...
Rebelde - Outra Frequência


Introdução
 Com este livro, temos a intenção de mostrar ao leitor, do que um coração cheio de rancor e ódio é capaz, e também, quais sãos as consequências de carregar esses sentimentos, dentro de nós. As pessoas não deviam guardar rancor, principalmente da família, pois ela é o bem mais precioso, que nenhum dinheiro pode comprar.


1.A Culpa é Dela
Depois que Selena Borégard, havia descoberto quem era sua família, que lhe abandonara em um orfanato, ela descobre que tem uma irmã gêmea chamada Helena, que morava com sua mãe Cecília em uma casa de classe média; ao contrário de Selena que viveu em uma mansão, com uma rica família que lhe deixou uma grande fortuna.
 Selena não teve timidez em ir à casa de sua mãe e conhecer sua família, de cara. O endereço, em seus documentos de adoção, levou Selena, até uma humilde casa, o portão já estava velho e bem enferrujado, as paredes da casa tinham uma pintura amarela desbotada e um jardim amarrotado de flores. Selena estacionou seu carro, na enfrente da casa e tocou a campainha. Não demorou muito, e uma senhora abriu a porta, quando ela viu Selena, ficou pasma, Selena sabia que aquela poderia ser sua mãe, mas não deu muita importância.
- Ah bom dia, você poderia me dizer se é aqui que mora a... Cecília Borégard? – Perguntou Selena.
- Eu não acredito! – Sussurrou a senhora, com lágrimas nos olhos.
- Algum problema?
- Ah, não. Entre! – A senhora imediatamente abriu o portão e gritou: - Helena? Venha aqui, rápido!
- A senhora está ocupada? Eu posso voltar outra hora. – Perguntou Selena.
- Não! Claro não. - Antes que a senhora respondesse uma jovem, a garota que Cecília chamou apareceu, deixando Selena amedrontada. Ela tinha belos cabelos castanhos e cacheados, que pendiam nos ombros, mas o que deixou Selena pasmada era que a jovem tinha o rosto igual ao dela.
- Oi mãe, oque foi? – Depois que, os olhos da Helena, se encontraram com os de Selena, o mesmo susto percorreu pelo seu corpo.
- Mãe – Disse Helena, com a voz tremula. - Porque nunca me contou que eu tinha uma... Irmã... Gêmea?
- Ela é idêntica a min! – disse Selena para si mesma.
- Como isso é possível? – Perguntou Helena.
- É uma longa história. – Falou a senhora, sorrindo.
- Helena – Cecília foi em direção a Helena e lhe deu um abraço de lado e lhe disse: - Quero que, conheça sua irmã Selena e Selena, eu sou Cecília, sua...
- Mãe. – Completou Selena.
- É isso mesmo. – E a senhora abraçou as duas, emocionada. Em quanto Cecília preparava um chá, Selena e Helena sentaram se no sofá, ficaram tão admiradas olhando uma para outra que não trocaram nenhuma palavra. E então o silêncio, foi quebrado, por uma voz masculina.
- Helena oque você tá fazendo? Eu estava te esperando. – Surgiu um homem alto e forte, ele tinha cabelos pelos pretos, sua pele era bronzeada e tinha olhos verdes. Quando Selena o viu, inevitavelmente, ficou apaixonada por ele. Mas o rapaz ficou pálido quando viu Helena e Selena juntas. Ele fechou os olhos com força e disse:
- Tudo bem, eu tenho que parar com o champanhe! – Helena riu.
- Rafael, eu sei que é difícil de acreditar, mas eu tenho uma irmã gêmea! Rafael esta é Selena, Selena este é meu namorado, Rafael.
- Mas desde quando você tem uma irmã gêmea? – Perguntou ele incrédulo.
- Desde que, nasceu sem duvida! – Falou Cecília trazendo uma bandeja com chá e biscoitos.
- Selena, Helena...  E Rafael. – Dizia Cecília. – Há vinte anos, eu estava gravida, já com nove meses e o meu marido havia falecido. Minhas condições financeiras, não estavam muito melhores do que estão agora, então quando dei a luz descobri que estava gravida o tempo todo, de duas gêmeas lindas! – Cecília olhou para o chão. - Mas, infelizmente tive que abrir mão de uma.
- Então, me colocou para a adoção. – disse Selena.
- Sim, mas eu tive que fazer isso, se não... Iriam tirar você de min a força.
- Selena, eu sinto muito. – disse Helena. – Devia ter sido horrível pra você, passar todos esses anos em um orfanato.
- Mas você me intende não é Selena? – Perguntou Cecília, segurando forte, as mãos de Selena. – Eu era quase uma mendiga quando comecei a cuidar da Helena, quando a minha situação começou a melhorar, você já tinha 12 anos e uma família já tinha adotado você, então eu não quis mais, te levar de volta, seria injusto da minha parte...
- Tudo bem mãe, eu intendo. – Perguntou Rafael.
- Mas e a sua família adotiva, eles eram legais com você? – Selena não pode deixar de sorrir e lhe respondeu:
- Ahm, sim claro! Eles eram... Foram ótimos pra min. – Selena respondeu, forçando um sorriso. – Mas quando descobri que eu ainda tinha uma família.
- Me perdoe Helena, por ter escondido isso de você todos esses anos e me perdoe Selena deve ter sido difícil pra você crescer em um orfanato – Dizia Cecília. - A partir de agora, vamos viver unidos como uma família de verdade.
 Os dias foram se passando e todos os momentos perdidos, com a verdadeira família, Selena foi recuperando. A história da garota órfã, que se reencontrara com a família, estava quase esquecida, como se Selena nunca tivesse sido órfã. Porém a paixão que Selena sentia por Rafael foi crescendo a cada dia, então ela se determinou a conquista-lo, mesmo sabendo que ele era o namorado de sua irmã. Helena trabalhava em uma grandiosa ONG, e em num certo dia, Selena ouviu sua irmã falando no telefone, ela estava sendo chamada para ajudar crianças carentes no Haiti. Com um plano de separar Helena de Rafael, Selena então contrata um fotografo para que ele tire fotos suas com um homem em um restaurante, e então mostraria as fotos para Rafael fazendo-o pensar que Helena estaria lhe traindo e que ela estava planejando fugir com um homem para o Haiti em sua ONG. Selena então faz conforme seu plano. Quando Rafael viu as fotos, acreditou na história de Selena e ficou indignando. Ele foi até a casa de Helena e começou a discussão.
- Como você pôde fazer uma coisa dessas comigo? Pensei que me amasse! – Helena ficou aflita.
- Rafael, isso é um engano, não sou eu nessas fotos. Deve ser outra pessoa!
- Você acha que eu sou idiota? Estou vendo bem aqui, é você com outro cara! – Helena começou a chorar.
- Ela deve ser outra pessoa! – Selena, que estava presente no momento, lembrou a Rafael sobre a história de que Helena iria fugir para o Haiti, com outro homem.
- Helena eu sei que, você quer que ele acredite em você, mas eu ouvi perfeitamente você dizendo que ia embora para o Haiti...
- É! – Rosnou Rafael. - Isso você vai negar também?
- Não é verdade! – Protestou Helena. – Quer dizer... Estavam querendo que eu fosse para o Haiti, mas eu não aceitei, queria pensar primeiro.
- Você é tão sínica! – Cecília que também estava presente no momento falou:
- Por favor, se acalmem! Tudo que está acontecendo aqui, não passa de um mal intendido. – Porque Rafael não conseguia acreditar em Helena? Como Rafael não podia percebe que naquela foto podia ser muito bem a Selena e não a Helena? Porque ele não pensou nisso? Por que ele estava com muitos ciúmes. Dizem que “o amor é cego”, mas as pessoas com amor e ciúmes conseguem enxergar bem até demais, conseguem enxergar até mesmo, o que não existe.
 Helena saiu pra fora de casa, e entrou no carro de Selena que dividia com sua irmã. Selena veio em seguida, segurando uma mala, Helena ficou curiosa, mas não se interessou em perguntar. Nos últimos dias em que Helena, conviveu com sua irmã, percebeu que Selena era do tipo, que faz o que é certo, mas não conseguiu deixar de ficar furiosa, com sua irmã e perguntou a Selena porque ela tinha feito aquilo com ela. Selena ficou em silêncio. Helena ligou o carro e pediu a Selena para dar uma volta com ela. As duas ficaram em um grande silencio a viagem inteira. Até o caminho no qual Helena estava dirigindo, estava em silêncio, um silêncio perturbador. Helena chega ao local desejado, num lugar bem isolado de frente para o mar. Selena então, puxou assunto e começou a contar a Helena todo o seus desejos e seus planos: Se vingar de sua família por tê-la abandonada em um orfanato, fazer a vida de sua irmã um inferno e tomara o namorado dela, para si.
- Pois é minha querida. É essa a verdade, eu não gosto de você da mamãe... Eu odeio vocês! – Helena falou:
- Mas por quê? Nós recebemos você tanto carinho. Pensei que você tivesse intendido quando...
- Ah até parece! Você não faz ideia de tudo que eu tive que suportar na minha vida, naquele orfanato, na casa da minha família adotiva. Enquanto eu sofria a perfeitinha da mamãe, tinha uma vidinha feliz e esperançosa com uma família! Por isso, quando descobri que eu era adotada, a primeira coisa que desejei era acabar com a família que me abandonou.
- Mas Selena você também tinha uma família e eles eram ricos não era mesmo?
- Que apodreçam no inferno! E sobre o seu namoro... Por que eu fiz aquilo com você? Por que eu amo o Rafael e quero que ele fique comigo, ao invés de você!
- Sabe que nunca vai conseguir isso! – Selena abriu um sorriso maléfico e disse:
- É o que veremos. – Selena colocou a mão no bolço do seu jeans e retirou uma faca e ataca sua irmã. Helena impede o primeiro golpe e segura com as duas mãos o braço de sua irmã, com a lâmina a poucos centímetros de seu rosto. Selena aproveitou que sua outra mão, estava livre e bateu no rosto de sua irmã, que soltou os braços de Selena e bateu com a cabeça no volante do carro. Selena tentou atacá-la mais uma vez, mas Helena com uma mão segurou o braço de sua irmã, mais uma vez, Selena puxou com força o cabelo de Helena, mas ela conseguiu suportar o suficiente, para usar a outra mão, para abrir a porta do carro. Helena soltou o braço de sua irmã, se esquivou de mais um golpe e chutou Selena no rosto. Selena caiu desorientada para fora do carro, enquanto isso Helena não perdeu tempo, jogou a mala de Selena em cima dela, fechou a porta do carro, pisou fundo no acelerador e saiu do lugar, indo em direção à cidade, deixando Selena para trás. Selena também vai para a cidade, mas pegou outro caminho e foi para um hotel e lá, ela abri sua mala e troca de roupas, se caracterizando de Helena, para tentar seduzir Rafael. Enquanto isso Helena está dirigindo em alta velocidade e chorando, de raiva, aflição e desespero, mas ela só pensava em ir pra casa, o mais depressa possível para contar para todos o que tinha acontecido e esclarecer a situação. E no quarto do hotel Selena começa a dizer para si mesma freneticamente:
- A Culpa é dela, a culpa é dela! E todas as desgraças que aconteceram na minha vida, foram culpa dela! Se prepare Helena, você e sua mãe e quem estiver ao seu redor vão me pagar caro. Eu quero justiça!
  Em quanto dirigia Helena, percebe que seu rosto estava sangrado, pois sofrera um corte no lado direito do rosto, mas só agora começara a sangrar. Distraída com seu ferimento ela ultrapassa o sinal, e um caminhão bate na lateral de seu carro, fazendo-o capotar e explodir. Selena chega ao local, onde já estão reunidas em volta, várias pessoas. Ela percebe que a situação é muito grave, pois logo em seguida chega a policia e peritos para checar o local e concluem que o motorista do veiculo está morto obviamente. Depois de “nadar” pela multidão Selena, encontra o carro capotado em chamas. O veiculo estava completamente, destruído, mas a placa nem tanto, ainda dava para ler e Selena reconheceu que era seu carro, no qual sua irmã estava. Na mesma hora ela tem uma ideia, um pensamento de pura maldade, e como estava caracterizada como a sua irmã, no mesmo momento ela se finge de Helena e faz uma cena no local, ela começara gritar e a chorar e diz que sua irmã morreu.
 Na casa da família de Helena, Selena chega afirmando que, sua irmã (Selena) morreu, Cecília e Rafael ficam angustiados com a falsa morte de Selena, principalmente Cecília, que acreditava ter perdido a filha que acabara de ter de volta em na família. 

                        
    1. A Origem
Vou começar pelo meu nome, me chamo Selena, tenho 20 anos e desde que eu me lembre, eu sempre morei em um orfanato, mas quando completei 12 anos fui adotada, por uma família muito rica. Mas nunca tive motivos para sorrir ou ser feliz minha vida, nunca tive amigos e sempre que fazia algum eles era adotados e quando eu fui adotada não consegui fazer mais nenhum! Pois vivia trancada dentro de casa. Meu pai parecia um faraó, de tão bruto que era. Eu nunca recebi afetos dos meus pais, eles viajavam muito, diziam que era necessário por causa do trabalho, por isso que eu me conformava um pouco, e até o fim da minha adolescência fui criada por uma espécie de babá, uma senhora que fingia cuidar de min, mas eu sempre cuidei de min mesma e nunca precisei dela, ela era só mais uma empregada dos meus pais que recebia dinheiro no final do mês.
 Eu nunca senti medo de alguém ou de alguma coisa, eu nunca fui como a maioria das outras crianças, eu nunca tive medo do escuro, nem de histórias que os nossos pais, nos contam para nos aquietar, como O bicho papão ou dessas “coisas” que pegam criancinhas, o único medo que eu tinha era de ficar só, eu não saia muito de casa, mas eu percebia que o mundo era mal e perigoso, e seria impossível viver nesse mundo, sozinha. Eu sofria muito, meus pais não gostavam de min, se bem que se, eles não gostavam, quem nesse mundo iria gostar?
 Muitas vezes, já pensei em até se matar, faltava só coragem, o que era muita coisa para esse objetivo, mas quando eu ia dormir, ficava imaginando em como seria minha vida em outra família, querendo em meus pensamentos,                                                                                                                                                                                                                                                                         se afastar um pouco do mundo real. Em todo natal desde pequena, meus pais saíam e eu ficava em casa, só com as pessoas que trabalhavam lá. Na escola eu aprendia que, nesse tempo, é um momento para se está com a família e trocar presentes, mas eu não poderia ter isso. Então o Natal pra min era uma data qualquer, não tinha nada para ganhar e ninguém para presentear com alguma coisa. As coisas foram assim, pra min, durante todos os anos, até no ano passado, há alguns dias, pra cá, comecei a me sentir realmente entristecida, comecei a chorar, me desesperar, e a se perguntar: “Por quê?”, “Porque isso esta acontecendo comigo?” Meus pais vão pagar muito caro e de hoje em diante, não vou mais ser a filhinha obediente e conformada com a vida, vou fazê-los ouvir a minha voz. Numa certa noite, acordei ouvindo alguns barulhos, vindo do andar de baixo, sons de um carro estacionando próximo a minha casa, desci as escada e percebi que algumas das empregadas estavam falando desesperadamente em voz alta, enquanto o Sr. Carlos, o mordomo da casa, conversava com dois policiais. Fui até eles e perguntei oque tinha acontecido.
- Senhor Carlos tá tudo bem, o que ouve? Oque aqueles policiais estavam fazendo aqui?
- Eles nos trouxeram más noticias sobre, os seus pais, eles... Eles estão mortos. – Quase perdi o equilíbrio das pernas quando ele disse aquilo. – Disseram que eles foram vitimas de um assalto ou algo do tipo, a polícia encontrou os corpos mutilados na beira de uma estrada. – E até hoje eu não sei o que realmente aconteceu, eu só sei que quando recebi essa noticia meu coração... Bom! Entrou em festa, ele que só sangrava agora não se aguenta de tanta felicidade. Eu vou ficar rica e sem ter que depender daqueles coroas. É, se eu tenho um coração frio, bom! Foram “eles” que me ensinaram a ser assim, pelo menos alguma coisa em consegui aprender na minha vida. E agora? O que eu vou fazer? Bom, não sei. Eu me olhava no espelho e não me via, eu não sabia quem eu era, será que essa angústia vai continuar?
 E eu deitada em minha cama, me levanto e vou ao quarto que era dos meus pais, o único quarto da mansão que eu era proibida de entrar. Começo a mexer nas coisas deles, encontro fotos velhas, de casamento dos meus pais, fotos de quando eu era pequena (com uns treze ou quatorze anos) e etc. E junto com as fotos encontrei uns documentos, com o nome de um orfanato e o meu nome estava escrito neles, lembrei-me do orfanato em que cresci. Eu fui adotada. De repente então fiquei curiosa para conhecer a minha família, conhecer O ou A desgraçada que me abando, já que eu tinha dinheiro e já era legalmente de maior, não tinha motivos para não conhecê-los. Voltei para o meu quarto e dormir, estava decidida que no dia seguinte iria voltar ao orfanato e saber mais a respeito da minha família, daquela noite só me lembro de apenas do sonho que eu tive, era o seguinte: eu me acordo deitada, em uma floresta muito escura e sombria e eu podia escutar risos, gargalhas e vozes de crianças. Como se elas estivessem brincando em um playground, ali por perto. Eram muitas as vozes. Por uma instante eu escuto a voz de uma criança que parecia estar mais perto de min, eu me levanto do chão e vou andando, seguindo o som de seus passos, quando me dei de conta eu cai num abismo, eu me lembro de ter gritado o mais alto que eu pude, depois dai a escuridão tomou conta de min, e eu só escutava o eco da minha voz. Acordei e percebi que estava em um lugar muito mais escuro, provavelmente era o fundo do abismo. Então quando eu me levantei, encontrei uma garota, com o rosto aflito, com certeza era ela que eu estava seguindo. Tentei ir ajudar aquela triste garotinha, mas então percebi que na verdade eu estava de frente para um espelho e aquela garota era eu. Mas ela não podia ser eu! Aquela menina tinha um olhar triste, parecia ter chorado muito, e então se transformou se tornando uma menina amarga, com o olhar frio, como se algo a estivesse irritando. Eu acordei confusa, vi a claridade que entrava pela janela, já era de manhã e fazia muito frio, que me fez se lembrar da floresta sombria. Quando me levantei, antes que fizesse qualquer coisa, me lembrei dos documentos do orfanato nas coisas dos meus pais, eu os peguei e sai de casa, mas infelizmente, já fazia tantos anos que eu saíra daquele orfanato, que nem se lembrava mais da sua localização, geralmente eu quase não tinha permissão de sair de casa, por tanto fiquei meio perdida pela cidade. Quando eu chego em casa, Afonso, o advogado do meu pai estava lá, conversando com o sr. Carlos dizendo que, a herança  dos meus pais iriam ser dividas ente meus tios e que eles iriam se mudar para minha casa. Nunca vi ninguém da minha família e nem queria ver, eu já estava muito bem, sozinha.
- Não quero que ninguém toque no meu dinheiro! – Protestei. Afonso ficou surpreso ou em me ver ou em eu ter ouvido a conversa.
- Selena, eu só estou fazendo isso para te ajudar, imagino o quanto você deve estar sozinha agora, que perdeu os seus pais. – Disse ele com uma voz suave.
- Eu estou muito bem sozinha obrigada. E se você se lembra, eu sou adotada e quero encontrar a minha família verdadeira.
- Ahm, sim, claro.
- Quero informações sobre meus pais verdadeiros.
- Selena... Acho que isso não é uma boa ideia.
- Eu não perguntei sua opinião, quero saber quem me deixou naquele orfanato. – Afonso suspirou.
- Se é isso que você quer, eu intendo. Mas quero que pense bem, no que está procurando. – Revirei os olhos.
- Por quê?
- Pode não gostar, do que vai encontrar. – Afonso disse aquilo num tom sombrio, que até me amedrontou um pouco, me fazendo se arrepender um pouco, mas insisti. Entreguei meus documentos a Afonso e pedi que ele me levasse ao orfanato. Quando chegamos ao endereço certo, entramos no orfanato, ele não estava muito diferente, apenas parecia ter encolhido, por lá eu vi várias crianças correndo eu estava muito ansiosa, minhas mãos soavam, queria muito me vingar da família que me abandonou ali. Depois de um bom tempo eu encontro a coordenadora do Orfanato.
- Com licença? – Perguntei impaciente, li o nome em seu crachá. – Sra. Marta.
- Posso ajudar? – Perguntou a senhora levantando uma sobrancelha.
- Sim. – Mostrei pra ela o cartão do orfanato. – Preciso de respostas. – Ela olhou pra min com um olhar de espanto, como se me conhecesse. Porém eu tinha a sensação de que também a conhecia.
- Quero saber quem me abandonou aqui! Será que você pode me dizer?
- Ah sim claro! – Disse Marta, com se tivesse acordado de um transi. Ela me pediu para que eu a acompanhe até seu escritório.
- Sua mãe veio lhe entregar para a adoção quando você era apenas um bebê. – Marta me entregou uma ficha, a foto no topo da folha no lado esquerdo, mostrava uma mulher de pele branca e cabelos escuros, seu nome era Cecília Boregard, eu não era muito parecida com ela, provavelmente “puxei” o meu pai.
- Ela não tinha condições de cuidar das duas filhas. Não foi nada fácil pra ela. – Um pequeno susto me sobressaltou.
- Como disse? Duas filhas? – Minha voz saiu mais alto do que imaginei.
- Sim duas filhas, você tem uma irmã gêmea. – Se eu não estivesse sentada em uma cadeira, poderia jurar que teria caído dura no chão. – Sua mãe teve que tomar uma decisão muito difícil de escolher apenas uma de vocês. Ela mora na cidade vizinha, isso é tudo que eu sei sobre ela.
- Vou encontra-la, muito obrigada Sra. Marta, me ajudou muito.                                                                                                                               
- Minha querida, me escute, não importa oque você pretende fazer perdoe a sua mãe. – Abri um sorriso para Marta e disse:
- Mas é claro, que a perdoo! Apenas quero conhece-la – Não perdi tempo, peguei o meu carro, fiz as malas e viajei para a cidade vizinha. Cheguei lá no fim do dia e me hospedei num hotel. De manhã saí à procura de pistas, eu tinha o endereço, mas precisava de um tempo. Fui ao shopping da cidade, assim que cheguei lá encontrei uma garota que aparentava ter a minha idade, muito parecida comigo, seu cabelo estava preso num rabo de cavalo. Mas sua aparência física era igual a minha. Minha irmã gêmea, pensei. Eu poderia estar ficando louca, mas eu descendi segui-la e descobri onde ela morava, a casa se localizava no mesmo endereço nos documentos do orfanato. Decidi voltar para o hotel e fiquei pensando no quanto eu sofri, eu poderia ter sido feliz, os sofrimentos que passei, poderiam nunca ter existido, se não fosse pela minha irmã. Se não fosse por ela, minha mãe não precisaria ter tomado alguma decisão, mas tudo foi culpa da minha irmã, que ao contrário de min, viveu muito feliz por ser a escolhida. No dia seguinte eu irei à casa da minha família, e darei inicio ao meu jogo de vingança e me vingarei de todos eles, vou passar por cima de tudo e de todos para conseguir oque quero. O meu tempo de ser feliz finalmente vai começar, mas para isso eu quero que a minha irmã sofra.




3. A semente Foi Plantada
Selena que agora se passava por Helena, tomava pouco à vida de sua irmã. O clima na casa ainda estava nublado, devido à suposta morte de Selena, mas ela nem fingia que se importava, tudo que Selena mais se empenhava era fingir que era Helena, para sua mãe e para Rafael. Passando um mês Selena consegue conquistar Rafael, ela o beijou pela primeira vez no apartamento dele, de um jeito tão diferente e agressivo, que o próprio Rafael estranhou, e com o passar do tempo os dois decidem se casar. Mas o comportamento de Selena começa a ficar visível a quem estava ao seu redor. Cecília pergunta a Rafael se ele não notou o jeito estranho de Helena no modo com ela fala com as pessoas agora, a dedicação no trabalho, e em algumas manias de antigamente que agora ela não tem mais. Rafael diz que deve ser por causa do casamento ou dos acontecimentos recentes e Cecília se conforma. O Casamento se aproxima e Cecília e Selena vão experimentar o vestido e conferir os preparativos para a festa. Chega o dia do casamento, com a ajuda do dinheiro de Selena, a festa fica magnifica na igreja, uma noite de muita emoção, tudo estava lindo e perfeito, o sonho de qualquer mulher. Após a festa Rafael e Selena vão passar um mês em lua de mel em um cruzeiro. Dois meses se passam e Selena e Rafael, estão de volta. Selena descobre que está gravida. Essa notícia deixa Rafael muito contente, os meses de gestação foram muito felizes para toda a família e Selena então viveu os momentos mais felizes de sua vida. Quando Selena chega ao sétimo mês e meio da gestação, Rafael recebe um telefonema. Ele ouvia a voz de uma mulher que não queria se identificar, pedido para que ele a encontrasse em um certo local, advertindo-o que era muito importante. Rafael ficou muito desconfiado, e começa a se perguntar: “Quem será essa mulher?” e “O que será de tão importante?” Ele resolve então ir. O lugar do encontro exigido pela mulher era em, um apartamento de frente para o mar, ele tocou a campanha do apartamento e quando a porta se abriu, ele levou um susto quando vê quem estava lá, Rafael não conseguiu acreditar no que via de ante da sua frente era Helena, mesmo com a cicatriz de um enorme arranhão em seu rosto ele pensou que era a...
- Selena? – Perguntou ele com a voz tremula. – Você tá viva? – Ela então lhe responde com a voz fria e seria.
- Não Rafael. Eu não sou Selena, eu sou Helena.
- Como assim você é a Helena? – Helena suspirou frustrada.
- Depois da discussão que tivemos eu sai de casa e minha irmã Selena, veio comigo nos duas saímos no carro. Depois de uma conversa com minha irmã, Selena tentou me matar com uma faca, mas consegui me livrar dela, fiquei muito furiosa, fui o mais rápido possível pra casa, só que um caminhão bateu no carro e eu capotei e por sorte consegui sair do carro antes que ele explodisse.
- E porque você não voltou pra casa, porque não nos contou oque aconteceu?
- Como eu disse eu estava muito furiosa, não é era uma boa ideia falar com alguém naquele estado e eu ainda estava muito surpresa com tudo aquilo, que ela me disse.
- E o que ela disse? – E Helena contou a Rafael todo o plano que Selena, vinha tramando.
- Então quer dizer que esse tempo todo... Quer dizer que me casei com uma impostora.
- O que você quer dizer com isso? – Perguntou Helena.
- Selena está se passando por você, nós nos casamos e ela está grávida. – A notícia deixou Helena muito abalada, ela ficou muito triste.
- Imaginei que ela iria se aproveitar do meu “sumiço” para aprontar alguma... Precisamos desmascará-la! – disse Helena furiosa.
- Acho que sei oque fazer. – No dia seguinte, Rafael convida toda a família para uma festa em comemoração a gravidez de sua esposa. Chegando no dia da comemoração, á noite Selena é levada para a sua festa, reservada em um enorme e luxuoso buffer, onde estão reunidos todos os seus amigos e familiares. Rafael diz a Selena que está muito feliz com o casamento, Selena fala que esses são os melhores momentos de sua vida ela tenta beija Rafael, mas ele a impede. É anunciada a cantora que irá cantar no palco em homenagem a Helena, que na verdade é Selena. Quando a cantora sobe no palco, Selena ficou pasma, pois quem estava no placo era Helena caracterizada com as roupas de Selena. Todos na festa ficaram apavorados, com a inesperada pessoa que ali estava exceto Rafael. Cecília abraça muito forte Helena pensando ser Selena, mas ela lhe revela que é Helena, deixando Cecília confusa.
- Agora escutem todos vocês! – Dizia Helena ao microfone. – Eu sou a verdadeira Helena, - Todos na festa começam a murmurar incrédulos. - Essa daí é a minha irmã gêmea, Selena, ela queria se vingar de min e da minha família porque minha mãe teve que deixa-la num orfanato por motivos financeiros. Quando o carro que eu diria explodiu eu fugi, mas Selena se aproveitou do momento pra se passar por min e roubar a minha vida. Selena olha em volta e todos olhavam para ela com desprezo e decepção, alguns até sacudiam a cabeça para ela. Selena então pega um talher da mesa, uma faca e se levanta apontando a faca para todos, como se aquilo fosse uma arma mortífera. Selena foge desesperada, pela porta lateral do salão de festa, Helena e Rafael correm atrás dela. Mas Rafael correu com mais velocidade conseguindo alcançar Selena, ele a agarrou por trás impedindo-a de fugir, mas então Selena pisa no pé de Rafael, com o salto, fazendo-o gritar de dor. Quando Selena conseguiu se livrar dos fortes braços de Rafael, ela enterrou a faca em seu abdômen. Rafael tentou gritar, mas sua voz pareceu não sair, quando Selena puxou de volta a faca, Rafael caiu sentado no chão e Selena começou a esfaqueá-lo. Mas no mesmo momento, Helena chegou ao local e gritou:
- Ah meu Deus! - Quando Selena notou a presença de sua irmã imediatamente fugiu do local. Helena pensou em correr atrás de Selena, mas vez Rafael caído ali no chão lhe deixou desesperada.
- Ah meu Deus, Rafael! – Helena chorava.
- Não se preocupe comigo, vá! – Rafael parecia estar gravemente ferido, mas falava muito bem.
- Não vou deixar você, de novo não!
- Eu estou bem, mas a Selena está fugindo, vá atrás dela!
- Tá bom! – Helena levantou-se e foi em busca de Selena, na frente do Buffer havia um labirinto de arbustos, mas Helena conseguiu encontrar a saída, ela olhou na calçada e na rua e não encontrou Selena o que a levou acreditar que sua irmã ainda estava ali. Helena foi no corredor principal dos arbustos que levavam a porta principal do buffer e gritou:
- Selena? Não pode se esconder para sempre. – A coragem de Helena desapareceu quando viu, sua irmã no fim do corredor segurando a faca suja de sangue, o sangue de seu namorado. Helena respirou fundo e gritou:
- Você me odeia? Então venha me pegar! – Oque Helena temia aconteceu, Selena rosnou e começou a correr em direção a Helena, com a faca na mão, sem se importar com sua gravidez. Selena seguiu Helena enlouquecidamente até o meio da rua e sem perceber, um carro vinha em alta velocidade em sua direção. O motorista do carro conseguiu frear, mas não adiantou muito, o carro bateu em Selena empurrando-lhe. Selena caiu no chão se queixando de dor. Cecília que se aproximava, junto Helena e o motorista do carro se desesperam na hora, Selena e Rafael foram levados para um hospital. Cecília e Helena chegam ao hospital, muito nervosas. Um médico lhes conta que o bebê terá que nascer prematuramente e que o parto será de muito risco tanto para Selena como para o bebê, pois ela está com a pressão muito alta e que ela pode ter uma Eclampsia que é uma crise convulsiva que ocorre em mulheres durante o parto, que pode levar a morte, e que se ocorrer Selena terá que fazer uma escolha, ou vive ela ou a criança. Selena recebeu no quarto, Cecília e Helena.
- Oi filha! – disse Cecília com lagrimas nos olhos.
- Mamãe, Helena me desculpa por tudo! – Disse Selena com fraqueza. - Tudo que eu fiz com vocês.
- Não Selena. – disse Cecília. - perdoe a min por ter te abandonado naquele orfanato, que tipo de mãe faz acepção de filhos, deveria ter sido forte e cuidar de vocês duas juntas, sem ligar para as condições financeiras.
- você só queria o melhor pra min, como qualquer mãe faria. Eu é que fui uma rancorosa, imbecil.
- Você só queria ser feliz Selena. – Disse Helena.
- Mas procurei os maus caminhos para conseguir isso. – As três ali se abraçam, mãe as duas filhas gêmeas. Tão iguais, mas ao mesmo tempo tão diferentes.
- Selena? – Chamou o médico que entrou no quarto.
- Doutor. – disse Selena. – Se houver alguma decisão de escolha entre min e a criança, eu escolho a criança. – Cecília começa a chorar, mais ainda e o médico pede que Helena e Cecília se despida de Selena, pois a cirurgia irá começar. Na hora do parto aconteceu oque o médico temia, Selena teve a Eclampsia, a criança nasce, mas Selena morre. Cecília se desespera quando, é informada da triste noticia e um dia depois aconteceu o enterro de Selena Boregard.
  Selena, agora ela realmente, estava morta para família. Helena da o mesmo nome da mãe, para a criança, que cuida dela junto Rafael, já recuperado, como se fosse sua filha, a vida da família volta ao normal e Cecília consegue vê sua filha verdadeira, com os mesmo comportamentos e manias. E então Helena e sua família viveram uma vida longa e prospera.
  No espelho de Selena refletia ódio, desprezo, vingança, inveja, ira e amargura. Já no espelho de Helena reluzia amor, carinho, compreensão e alegria. E no seu espelho o que reflete?


Agradecimentos
 Agradecemos este livro ao nosso professor de filosofia Emerson Praciano, que nos deu a oportunidade de criar, está história e compartilha-la com os outros.
 Também Agradecemos a nossa professora de português, Luciana, que nos mostrou o fantástico mundo da literatura e também ao nosso colega Nailan Nascimento por nos ter ajudado com o desenvolvimento deste livro.









É hoje galera!!!



 É isso ai Mirror Twins, falta apenas um dia para o lançamento, por isso fiquem de olho aqui no blog.

Vem aí O Espelho


 Respirem fundo e tomem um copo d'água, poisa faltam apenas dois dias para o lançamento do livro O Espelho aqui no blog Gêmea do Mal, mas se você ainda não conhece o livro e quer saber sobre o que ele fala, leia a sinopse clicando aqui.

quarta-feira, 10 de abril de 2013

Muita ansiedade entre os Mirros Twins!


 É isso mesmo galera, faltam apenas 3 dias para o lançamento do livro O Espelho, aqui no blog, então não percam, curta a nossa página do facebook: http://www.facebook.com/livrooespelho?fref=ts

terça-feira, 9 de abril de 2013

Adivinha quantos dias faltão?


 É isso mesmo Mirror Twins, daqui a 4 dias chega aqui no blog Gêmea do Mal, O Espelho, então deixem de avisar para os amigos, divulgar a página e curtir as postagens no facebook, clique aqui! Boa Noite pra todos...